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  • Foto do escritorSimone Sgarbi

Será que um empréstimo é mesmo a saída?


Segundo o índice FinZero de Empréstimos Índice (IFE), produzido pela fintech de crédito de FinanZero, as pesquisas do Google por “empréstimo para negativado liberado na hora” cresceram 14.650%, mas será que em época de alta de juros buscar um empréstimo é mesmo a saída?


Como alguém que já esteve deste lado e hoje é uma educadora financeira posso afirmar, com conhecimento de causa, que não, essa não é a melhor saída. Em anos de atendimento acompanhei vários casos de pessoas que ao longo da vida pegaram empréstimos para tentar estancar a sangria sem alcançar o resultado desejado.


A questão é que, dependendo da taxa de juros acordada, essa escolha só vai aumentar o problema.


A economia é cíclica. Se algum tempo atrás estávamos com uma taxa de juros básica da economia em 2% ao ano, hoje, a expectativa do mercado é que ela chegue a 11,75% no final de 2022. Isso quer dizer o custo do dinheiro está mais caro e não é hora de apelar para essa saída, pois essa porta dá em um penhasco.


O caminho para sair do endividamento passa por 3 passos


1 - Conhecer o tamanho real da dívida

Descubra o valor inicial da dívida; qual o Custo Efetivo Total - CET (juros mais taxas) que estão te cobrando; o quanto você já pagou; quanto seria para quitar à vista e exija uma memória de cálculo que mostre em detalhes tudo o que aconteceu desde o começo.


2 – Saber exatamente o quando é seu custo de vida hoje

Não dá para criar um plano de pagamento e fazer uma proposta real ao credor sem você saber em detalhes qual é o seu custo de vida atual, entradas e saídas, o que pode cortar ou não. Só sabendo essas informações com precisão que você poderá apresentar uma proposta que consiga bancar até o final. Não esqueça, ao renegociar uma dívida, a antiga morre e você assume uma nova dívida. Isso diminui o seu poder de renegociação no futuro, caso venha a ser necessário.


3 – Conhecer seus direitos como devedor

Sim, você não é um criminoso porque está com dívidas ou com o nome negativado. Trata-se de uma relação comercial e tudo é questão de negociação. O Código de Defesa do Consumidor protege o devedor quanto à cobrança de dívidas abusivas, você não pode ser submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça e nem ser exposto ao ridículo. Caso isso esteja acontecendo pode, inclusive, pedir danos morais.


O mais importante é agir com calma, garantir sua sobrevivência atual, evitar dar seus bens como garantia e fazer uma proposta realista aos credores. Se eles não aceitarem, você pode apelar para a lei dos superendividados e fazer isso perante um juiz.


Sempre há um caminho e se endividar mais não é um deles.

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